Na penumbra outonal
As tramas são tecidas.
As folhas caem das árvores
Como coisa já resolvida.
Esfria a água no lago
Anunciando um novo inverno.
Tento te ter ao meu lado,
Tento te ter por perto.
A chuva fina caí
De maneira incessante.
Vejo como a vida se vai
Depressa, e a todo instante.
Não há mais tempo,
já se foi passada a hora.
Está chegando o momento
de já se ir embora.
A despedida é triste,
Como todas elas são.
Chegou a hora do canto do cisne.
Chegou a hora do aceno de mão.
Vou em paz,
Sem nada da vida temer.
Faço o que a vida trás,
Tenho a vida na tez.
A estrada é longa
E devo muito caminhar
Vou escutando a milonga
E no tempo me ponho a dançar.
Danço valsa,
danço bolero.
Danço tango,
danço o que quero.
Danço na vida
a música que ela tocar.
Deixo meu peito aberto
para os sons de vida entrar.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há um dia
Meu querido amigo
ResponderExcluirDeixo um beijinho.
Sonhadora
Querido bruxo...
ResponderExcluirO adeus da alma é sempre o pior...mas, que venham outros sons, ando sedenta por eles.
Semana cheia de notas musicais pra ti.
Bjkas
Olá Older
ResponderExcluirDançar conforme a música que a vida tocar, é estar aberto para as emoções sem medo de correr riscos.
Um abraço
...gostei da imagem no alto da página, é nova? è Linda! imagem de sonhos!
ResponderExcluirDespedidas
Tempo que passa
E quando não há mais Tempo
Resta um segundo de algo
vivido e sempre permanecerá
na lembrança.
Palavras sentidas Poeta!
Bjo!
Paz e Luz!