sexta-feira, 19 de março de 2010

Cansaço

Chego ao meio da vida,
já meio cansado
de tanto navegar.
De em vários portos aportar.
Agora, ao sabor das marés
me deixo levar.

Por várias vezes
sem forças mais para navegar,
deitava-me no mar,
a esperar,
cansado, desanimado,
de tanto navegar.

Tanto aprendi
e nada sei,
tantos portos eu vi,
tantos portos encontrei,
e em nenhum deles
me fixei.

Construí minhas vigias
Contra o vento.
Enfunei minhas velas
de brisas fracas.
Minha amurada a sotavento.
Meu caminho é feito na faca.

Nas horas profundas,
Lentas e caladas,
Te ouço falar.
Dizes que sou jovem
Que muito ainda
posso navegar.

A realidade é cruel
O espelho,
não nos deixa mentir.
Minha vida era carrossel,
Agora,
é hora de sair.

Chegou o momento do descanso,
De parar de brigas tolas.
É hora de crescer um pouco,
e calar um pouco mais a boca.
Ouvir mais, ser mais tolerante.
Ouvir o coração na frente,
deixar esta vida errante.

2 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Ola Older
Ainda falta muito mar pela frente , embora as vezes o cansaço nos acometa navegar é preciso. Vamos acumulando experiências no decorrer da vida e nos tornando mais conscientes do nosso papel no mundo. Viver é um desafio diário.
Grande abraço

Tatinha disse...

navegar é preciso...
Mas confesso que ando cansada!
Quero logo meu porto seguro... onde ele está??
Beijos meu poeta querido!
Uma sexta com aquele "porto" gostoso para descansar!