segunda-feira, 15 de março de 2010

Compatibilidades.

Ela é rica.
Ele um pobre zé.
Ela é linda.
Ele feio, de todo não é.

Ela culta.
Ele mal sabe ler.
Ela poliglota.
Ele quase não tem o que comer.

Ela viajada.
Ele nem o bairro conhece.
Ela com a vida arrumada.
Ele só empobrece.

De tanta coisas diferentes
é que o encontro surgiu,
e do encontro desta gente
um carinho entre eles floriu.

E mesmo com tantas coisas diferentes
a paixão brotou.
Naqueles corações adolescentes,
o amor se firmou.

Se agarrou com unhas e dentes
e nada pode tirá-lo de lá.
Podem até nunca mais se ver.
Podem até os corpos afastar.

Mas as marcas deixadas no peito
não há tempo que as vai apagar.
As barreiras impostas pela sociedade,
este amor ainda vai derrubar.

Sociedade maldita.
Insensíveis nas coisas do amor.
Trata de tudo com desdita,
Aquilo que não pode supor.

E assim, ela na asfalto,
Ele no morro.
Ela no basalto,
Ele quase um morto.

5 comentários:

Sonhadora disse...

Meu amigo
Lindo poema...adorei.

Beijinhos
Sonhadora

Majoli disse...

Lindo, lindo.

Amei, jamais cheinho de rimas e contando história de um amor que mesmo sendo "proibido" pela sociedade derruba barreiras...pois amor verdadeiro vence tudo.

Beijos com carinho meu amigo.

Gisa disse...

Mas se se eles se amam, claro que serão felizes. rs

bjap

Lila disse...

Querido...

Deixou tão claro como a emoção não depende de nada além de um olhar.
Bjs

cristal de uma mulher disse...

Dentro do sentimento é melhor não é querido?

Muitos beijos