quinta-feira, 11 de março de 2010

Em Vão.

É vão, lançar aos pés de alguém
um amor tão grande?

É vão, ter tanto ódio guardado no peito
para que a outra pessoa sofra
o que nós estamos sentindo?

É inútil, o desdém, o desrespeito, a mágoa.
Não guarde-os, deixe-os pousados
no chão da estrada.

Um dia a morte chega,
e nos vem beijar,
e todo riso vira lamento,
todo mundo se põe a chorar.

A saudade é que fica.
Aquartelada como em guarita,
em um peito de alma perdida
lamentando tão ceda partida.

E já terá ido a vida
tão inutilmente vivida
muitas vezes aborrecida
e de maneira ambígua.

Seja árvore da vida,
De flores sobrevividas,
Frutas para serem comidas,
Seja vida renascida.

Cresça e esteja crescida.
Encontrarás uma saída,
Bem certa, na medida,
Com riqueza pretendida.

5 comentários:

Luciana P. disse...

Adorei a poesia de hoje. Faz um retrato bem real dos nossos sentimentos.

Beijos e ótimo dia pra você.

Tatinha disse...

Em vão!
No amor, tudo é em vão...
Pode fazer de tudo e tudo será em vão.
Liga não amigo, ando meio ácida mesmo!
beijosssssssss

Sonhadora disse...

Meu amigo
Lindo poema, sentimentos vividos.

Beijinhos
Sonhadora

Pena disse...

Estimado e Brilhante Amigo Poeta:
"...Tens um berço de ouro,
No peito, um verdadeiro tesouro.
Da vida um nascedouro
De tanto amor vindouro..."

Uma concepção de pureza e beleza imensas.
Parabéns, pelo gigante poeta que é.
Abraço de parabéns sinceros.
Com constante admiração e respeito.
É uma honra a sua amizade, acredite?
Sempre a lê-lo com atenção.

pena

Majoli disse...

Uauuuuuuuu....essa é maravilhosa.
Cheia de rimas de alma, como um desabafo, servindo de reflexão.
Parabéns!!!

Suspirei fundo ao te ler.

Beijos amigo.