segunda-feira, 22 de março de 2010

Febre

É na febre ansiosa
da saudade tua
que me aqueço.
Me dispo
de minha mortalha,
pegajosa de dor.
Ninguém tem as asas
que eu tenho.
Ninguém alça os vôos,
para mais além,
como eu faço.
Meus êxtases,
meus sonhos,
meus cansaços,
de nada valem,
sem a tua infinita
presença constante
que tanto me faz falta.
Vem ocupar
todo o este espaço
de vazios infinitos.

2 comentários:

Cris França disse...

maravilhoso! bjs

Majoli disse...

Com sua permissão, dedico esta poesia a um certo alguém especial em minha vida...pena que ele certamente não venha aqui ler, mas de pensamento mando pra ele.

Beijos meu amigo.