sexta-feira, 20 de junho de 2014

Vã momento




Meu desejo cabe num berço,
como um sonho colhido.
Como sono que adormeço,
Ou fruto doce escolhido.

Como louco me acolho,
Em fugas de pensamentos.
Meu desejo já não escolho,
São fragmentos de momentos.

O instante passou,
E suas marcas ficaram.
Sua saudade  me abandonou,
E suas mãos me deixaram.

Mas no infinito gostar,
Que existe em uma paixão.
Um poema se põe a chorar,
Com um aceno de mão.

E na tarde triste do inverno,
Ou  no céu rubro do verão.
Busco nos olhos o interno,
Que nunca me deixarão.

E na noite, o colhido desejo,
adormece em pensamento.
E como anjo me vejo,

neste vã momento.

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