domingo, 15 de junho de 2014

Um Socorro




Não posso nem lembrar,
daquele amor que não volta.
Que faz o peito chorar,
mas que não causa revolta.

O que plantou tristeza,
e também plantou esperança.
Foi obra da natureza,
depois da chuva, bonança.

Foi o que o olho lava,
em cascatas gigantes.
Foi o que no peito crava,
uma faca flamejante.

Não é amor de tristeza,
é um amor de saudade.
Ele é amor de beleza,
é amor de verdade.

O passado que me condena,
é  mesmo que absolve.
Assim sem dó nem pena,
ele sempre me socorre.

Um comentário:

Anônimo disse...

Thanks ffor sharing your thoughts about Erethizon. Regards

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