quinta-feira, 12 de junho de 2014

Agonizante




A terra está nua,
desprovida  do que havia.
Devastada como lua,
mas que ainda tem magia.

Não tem água,
só tem fome.
Não tem vaga,
só um, some.

Devastada pelo tempo,
depois de grande fartura.
Não pensou nem um momento,
de viver na amargura.

A ausência é sentida,
e lamentada com choro.
Da terra fértil antiga,
se levanta um grande coro.

Chamando pelo passado,
tentando calar o lamento.
Depois de tudo arrasado,
é que se viveu o tormento.

E a terra agonizante,
em sua morte lenta.
Não vê mundo adiante,

somente a vida tenta.

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