domingo, 11 de julho de 2010

Não queira ser minha musa,
Não quero ser seu poeta.
Não quero que me conduza,
Não quero ser sua meta.

Não queira ser a minha luz,
Não queira ser a minha paz.
Não quero o que me seduz,
Não quero viver isto mais.

Não quero viver na fantasia,
Não quero é mais sonhar.
Não quero ter esta alegria,
Não quero contigo estar.

Não peço que me guardes,
Não me ponhas no coração.
Não me ame com alardes,
Não saiba viver esta emoção.

Não quero mais confusão,
Não quero mais de você saber.
Não me faça complicação,
Não me faça enternecer.

Não me de sol.
Não me de vida,
Não seja meu farol.
Não seja bem vinda,


Não queira ser meu tudo,
Não queira ser amada.
Não me entrego mudo,
Não seja minha enviada.

Não é fácil,
Não ter um amor assim.
Não seja tão gentil e,
Não cuide de mim.


Sem o Não

4 comentários:

Luciana P. disse...

Lindo, lindo, mas de todos os versos, o que mais me marcou foi "não me faça enternecer". Sabe, Older, acho que é quando a gente se enternece que estraga tudo. O que era desejo vira ternura e o que era fascínio vira rotina.
Adorei seu poema!

Beijos pra ti e um bom domingo!

Pena disse...

Fabuloso Poeta Amigo:
Uma "explosão" extraordinária de versos extraordinários com excelência de metáforas de maravilhar.
Um sentir de Alma enorme e gigantesco.
Parabéns. Adorei.
Tem uma sensibilidade de ouro.
Abraço forte de amizade a si e ao seu génio criativo.
Sempre no maior respeito e admiração pelo que concebe de fantástico.

pena

Bem-Haja, poeta.
Excelente!

cristal de uma mulher disse...

Uma explosão de querer e ser.
Me encantou esta dualidade onde ficamos a pensar o que quero que seja o meu hoje e o meu amanhã.

Olha adorei e eu vou te contar uma coisa...

"EU QUERO"


Lindo mesmo,fica com meu carinho

Lia Noronha disse...

O amor tem mesmo esse poder...de acender td por dentro...e iluminar por fora!!!
Abraços carinhosos e obrigada pela visita ao meu Cotidiano.