segunda-feira, 12 de julho de 2010

Morte (Vida) de um Poeta.

Na constância da vida
Morre um poema.
Em teoria.
Em teorema.

Morre também um poeta
Em seu sonho matado.
De um pensar que era profeta,
Em viver um sonho sonhado.

Tolo viajante
De um mundo encantado.
Sonhou que ia adiante
Tudo que havia imaginado.

Mas o pouco que viveu,
Deste sonho encarnado.
Superou tudo que sofreu,
Por deixar de ter sonhado.

Morre na vida.
Vive na morte.
Sonhou muito querida,
E gritou: “ Que sorte!”

Compartilhou alegrias.
Dividiu os encantos.
Abusou da rebeldia,
Se deitou em acalantos.

Choram uns,
Outros tantos dizem, “Tolo.”
Mas nunca deixou nenhum
De seus sonhos no desconsolo.

Em seu mundo de utopias,
Nadou nas lágrimas que fiz.
Neste mar de fantasias
Viveu da maneira que quis.




Um comentário:

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Older
Realmente o importante é viver do jeito que se quer, viver todas as emoções, alegria e dor, mas vivê-las intensamente.
Abração