terça-feira, 13 de julho de 2010

Almas

Tem dias que parecem feios,
Parecem que não deveriam acontecer.
Parecem que se partiu ao meio
E tudo se fez escurecer.

Uma metade foi embora,
A outra ficou a chorar.
Ambas perdidas no mundo afora.
Ambas querendo se encontrar.

Mas o encontro não vem,
O orgulho é maior.
Se tratam com tanto desdém,
Como se fossem possível ficar pior.

O mundo parece que cresce
Ou ambas ficaram menor.
Tudo a volta desaparece
Tudo some, só há dó.

Em ambas as almas perdidas
Reside um amor supremo.
Existe uma vida esquecida,
Que foi levada ao extremo.

Ambas sofrem,
Ambas choram.
Ambas resolvem,
Ambas se adoram.

2 comentários:

Luciana P. disse...

E essas almas se perdem e se encontram, se amam e se odeiam... E assim a gente vive, sorvendo um pouquinho a cada dia do outro e nos doando em igual medida. E ainda tem gente que diz que se basta. Aonde?
É como você diz no final, ambas ne adoram.

Beijos, lindo poema!

Cris disse...

Mas pode amanhecer...sempre amanhece! É isso que mais tenho dito a mim mesma e...amanhecendo podemos ser pegos pela surpresa do sol, da luz, da claridade e de uma alegria imensa, aqui dentro, tão nossa e tão sem explicação quanto foram todos os dias de céu escuro.

Beijo, Querido!