Me agarro ao papel
com minhas palavras doidas,
pois esta é a única esperança
que me resta.
Todas as outras já se foram.
Aqui, no papel, grito
para que os sobreviventes ouçam
o que testemunhei
na minha trajetória de vida
e algum dia ao me julgarem, de novo,
o façam com um pouco mais de serenidade.
Sabedores que serão de algumas coisas novas,
e que estes novos fatos
possam aplacar a ira
de um julgamento imediato
e impensado,
feito somente na emoção
e não com um tino de razão.
Em algum tempo, talvez,
possa ter reconhecida
que minha culpa não é só minha,
mas me foi jogada as costas,
e levaram a conseqüências desastrosas,
e a tudo calado agüentei.
Não sou santo, sou humano e erro.
Não sou certo, mas errado de todo
também não.
O julgamento está feito.
O martelo já foi batido.
Cabe agora cumprir
a tão pesada pena imposta,
sem direito a revisão.
O destino que virá,
depois da pena cumprida
nesta cela imunda
e solitária em que fui deixado,
só a vida poderá mostrar.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há um dia
Devida e merecidamente linkado.
ResponderExcluirDeixo-te algumas folhas secas.
Olá meu amigo.
ResponderExcluirU lindo texto, onde a saudade e tristeza moram juntas.
Fique na paz.
Levante a cabeça , corra á janela e deixe o sol brilhar em sua vida.
Verás o quanto a vida é bela e o amor mais belo ainda.
Não tenhas medo da solidão,nem de chuvas tempestivas, nem de grandes ventanias soltas, pois sejas o escudo da noite.
Beijinhos doces, meu amigo.
Fique na paz.
Regina Coeli
...quando pagamos a pena
ResponderExcluira vida segue
Ela segue
e nós vamos
em seus passos
As vezes lentos
outras com pressa.
Muita Luz!