sexta-feira, 6 de abril de 2012

Voto de Silencio

Hoje emudeci,
Nada tenho para falar.
É melhor desistir,
Deixar a vida prá lá.

A incompreensão,
Levou tudo que se tinha.
Deixamos de ser irmãos,
E passamos a alforria.

Os olhos brilham ao longe,
Esperando um novo dia.
Vivamos como monge,
Enclausurado na abadia.

Voto de silencio fizemos,
E não o podemos quebrar.
Levamos isto ao extremo,
E nunca podemos falar.

Corremos o risco,
De vez emudecer.
Corro como corisco,
Para não acontecer.

A boca costurar,
É melhor assim.
Talvez a língua cortar,
E gritar sem fim.

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