segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quebrando a cara

Eu sonho demais
E vivo quebrando a cara.
Toma jeito rapaz!
Para com isto, para.

Vivo caindo do alto,
Do mundo que construo.
De repente vem sobressalto,
E eu sempre me assusto.

Perco o equilíbrio
Rodopio no ar.
Procuro manter o brio,
Mas fica difícil de achar.

Não quero me quebrar,
Mais uma vez por inteiro.
Se for para me machucar,
Chuto tudo para escanteio.

Que se dane tudo a volta,
E se algo foi construído.
O que mais me revolta,
É ter de viver reprimido.

Um pequeno gesto seu,
Por menor que seja,
Corrói o que me prometeu,
Destrói o que se deseja.

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