Voa beija-flor,
E segue o teu caminho.
Já levou o meu amor,
E me deixou aqui sozinho.
Voa colibri,
Já que este é o teu prazer.
Vou tentar descobrir,
Um novo meio de viver.
Seja beija-flor,
Ou seja colibri,
Não se vá por favor,
Me levante que eu caí.
Possuis todas as cores,
És pequeno, delicado.
Desperta tantos amores
E os deixa ao acaso.
Bate rápido suas asas,
Para ninguém te alcançar.
Desconfio que por onde passas,
Ficam flores a murchar.
Nosso prazer, enquanto flor,
É te dar néctar puro.
È o prazer do amor,
De se dar até no escuro.
Pequeno passarinho agitado,
Voa, voa sem parar.
Eu que sou flor, fico parado,
Esperando você voltar.
Data Poema de Sophia de Mello Breyner Andressen
Há 16 horas
Que lindoooooooooooo!Amei de paixão.
ResponderExcluirReceba uma salva de Palmas, por esse poema. É o mais bonito de todos que li até agora. Parabéns.
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