segunda-feira, 9 de abril de 2012

Felicidade Efêmera

Singrei em teu corpo,
como quem singra em azul mar.
Fui te descobrindo aos poucos,
nestas ondas de sonhar.

Em cada curva, como enseada,
Retinhas o meu prazer.
Não queria saber de mais nada,
Somente eu e você.

Os corpos suados no recanto,
Olham o branco teto.
O silencio de todo encanto,
Perpetua o momento secreto.

A água do corpo lava,
As marcas deste prazer.
Você como uma fada,
Deu encanto a este ser.

Os corpos ainda sem roupa,
se envolvem em um longo beijo.
A felicidade não é pouca,
Nem tampouco nosso desejo.

A vida nos chama,
Para uma alheia realidade.
Devemos baixar a chama,
Esconder a felicidade.

Cada um para um lado,
Como manda a vida.
Com novo encontro marcado,
Após a breve partida.

Um comentário:

brisonmattos disse...

entre suspiros e um pouco de poesia, começamos a nova semana como Deus quer, ou seja, um dia de cada vez. rs... Bom dia.