Depois de muito sentir
Depois de muito chorar
Agora voltei a sorrir
E na vida acreditar.
Este órgão é danado,
Meu coração não tem jeito.
Oh..., menino levado,
Este que carrego no peito.
Ele brinca comigo,
Me testa, prá ver onde vou chegar.
Ele é meu melhor amigo,
E faz isto para me lembrar.
Que a vida é muito curta
Para tantos aborrecimentos.
Se solta, desgruda,
Não viva dos desalentos.
E aqui estamos nós,
Mais uma vez a vibrar.
Desatado alguns nós
Esperando outros que venham a dar.
De tropeção em tropeção,
De cura em cura.
Vamos, eu e meu coração,
Driblando a amargura.
Ninguém sabe o que se passa,
Só ele e eu sabemos o que se diz.
A nossa vida de trapaça,
Tentamos enganando Nyx.
O sol surge de novo.
Um novo dia que nasce.
Estamos no meio do povo,
Passamos por outros “quase.”
Agora é continuar
A sorrir... e a amar.
O que vivi não lembrar,
E me deitar em novo sonhar.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há um dia
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