domingo, 10 de outubro de 2010

Aguardando

Pensei em algumas palavras dizer,
mas isto não aconteceu.
De tanto esperar acontecer,
a folha branca apodreceu.

No chão úmido de meu solo
Os pensamentos passam longe.
Nada mais cai em meu colo,
Tudo está no horizonte.

O sol nasce,
e a tudo aquece.
Só não renasce
quem jamais se esquece.

Terra fria, outrora vivida.
Pensamentos, que se foram no tempo.
Nem tudo nesta vida
Será só contentamento.

Só o tempo o dirá
Se irá florescer.
Um novo tempo de amar
Um novo jeito de viver.

Enquanto dura a estiagem
A terra racha de seca.
Nesta vida de bobagem
Não tem nada que permaneça.

Não há nada o que perdura,
Nem felicidade, nem amor.
Nem mesmo toda candura
Resiste ao um dissabor.

O tempo da bonança se vai,
Novas chuvas irão chegar.
Nuvem e raio, se atrai
Para o trovão descarregar.

E no imenso gritar estrondante
Das forças da natureza.
Me protejo vacilante,
Mostro toda minha fraqueza.

Escondido, aguardo só,
Que tudo fique calmo.
Enquanto não volta o sol
Constrito, rezo um salmo.



De onde vem a inspiração senão de dentro de nós?
Um sopro de esperança, que alimentar o corpo, fortalece o espírito e liberta a alma.

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