terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fuga

Tô de saco cheio de tudo!
De saco cheio mesmo!
Das coisas que não podem ser,
e são.
Das coisas que são,
e não podem ser.
Das coisas que deveriam ser,
e não podem ser e não são>
De todas as coisas que estão aí,
jogadas no chão, no ar,
batendo no corpo,
espancando o rosto,
como se fosse ventania,
todas sobre mim.
Quero é pegar uma estrada,
em um dia de sol,
sair dirigindo sem destino,
com uma música qualquer,
que eu goste,
tocando bem alto no rádio
e eu cantando,
feito louco,
pela estrada.
Acho que quero mesmo
é fugir desta saudade tua
que dói demais da conta.

4 comentários:

Anônimo disse...

"Quero é pegar uma estrada,
em um dia de sol,
sair dirigindo sem destino,
com uma música qualquer,
que eu goste,
tocando bem alto no rádio
e eu cantando,
feito louco,
pela estrada."
faço suas as minhas palavras...ou será que elas já eram minhas antes de serem suas?

Sonhadora disse...

Amigo
Lindo poema...fugir de nós, é o que mais queremos, pegar um caminho para lado nenhum.

beijinhos
Sonhadora

brisonmattos disse...

óh...então vou te dizer uma coisa. Quando tudo parece sem solução, arrume a sua mala, ponha nela seu melhor perfume e sapato de caminhada e vai viajar.Amanhã cedo vou passear por uma semana largando para trás os problemas familiares, a agenda de trabalho, as contas para pagar e o amor que não ata e nem desata.Eita agonia do caramba! Vou aproveitar pra ouvir mais música, ver florzinha de beira de estrada, ver gente diferente, lugares diferentes e tudo o mais que eu tenho direito.Vem também? Posso te dizer que é fascinante esse viver. Alguns podem entender como fuga...eu entendo como dedicar um tempo só pra mim...mesmo que seja só pra ficar observando a chuva cair...coisa que no dia a dia eu nunca tenho tempo de fazer.Beijoca ritmada...só no vai e vem da emoção. rs

Older disse...

É isso Malu, vamos todos viajar.