sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Coração



Coração,
este órgão sem juízo,
que nos conduz
das nuvens ao perigo,
do inferno ao paraíso.

Que mexe, sacode,
Remexe e explode.
Em lágrimas e risos.
Em cores e sabores,
Em amores e dissabores.

Oh, órgão danado
Que não se consegue controlar
Tem de ser assim
tão enrolado
Das coisas de ti livrar.

Tem de sofrer.
Tem de chorar.
Tem que ser
um preço tão alto
Disso tudo a se pagar.

Coração,
órgão menino,
Sem medir as consequecências,
e nas suas transparências,
Vai nos levando sem parar.

Nos jogando na roda-viva,
Que é nossa vida,
Brincando com os sentidos
e com tudo mais a brincar.
Nos deixando mais perdidos
Do que poderíamos estar.

Coração,
coração,
Faz assim comigo não.
Não me deixe estendido,
Caído neste chão.

Levanta-me,
Não me deixe aqui.
Leva-me contigo a passear.
Me mostra outros caminhos
que eu ainda terei de trilhar.

Mostra-me a luz.
Mostra-me a paz.
Mostra-me ela,
que tanto seduz.
Leve-me a ela,
que tanto satisfaz.

Um comentário:

Majoli disse...

Lá está você também meu querido falando com o coração.

Quantos se encontram nessa mesma situação nossa, quantos desejariam poder dominar o coração, mas ele parece ser totalmente independente da gente, não nos ouve.
Mas continuemos na tentativa, um dia ele vai ouvir, vai enxergar e vai nos levar pra direção certa.

Beijos com muito carinho.