sábado, 6 de fevereiro de 2010

Embriaguez.

Em uma taça de cristal,
Sorvo com ânsia,
toda a saudade tua
para nela tentar me afogar.
A saudade me embriaga,
Perco o norte,
Nada mais dá certo.
As pernas, cambaleantes,
tentam levar o corpo em uma direção
e meu coração me leva para você.
Tanto pranto,
Tanto encanto,
Tanto acalanto.
É tanto, tanto,
Que já nem me levanto.
Deito,
esperando o dia em que a luz faltará,
só assim me livrarei
das amarras que deixaste em mim.
Enquanto este dia não chega
Bebo o pranto,
Ouço o acalanto.
Sonho com o encanto.

2 comentários:

Anônimo disse...

ara! Nao gosto de poesia tristinha assim. Que belezura que eres tu...mesmo nos momentos de introspeccao.Beijo imenso e bom sabado...com tudo que vc tem de direito...e desejos.

Majoli disse...

Embriaguez é tão triste, mas te entendo perfeitamente, vivo o mesmo.

Se cuide.
Beijos meu amigo.