sábado, 14 de dezembro de 2013

Colcha de poema






Este era um poema de amor,
Tão meigo, tão terno.
Um poema sem muita dor,
Teu jeito, meu inferno.

Uma oferta de festa,
A um sonho lindo.
Uma aquarela que resta,
Do que estou sentindo.

Esta colcha de retalhos,
Vou bordando com que tenho.
Vou usando como atalho,
Vou formando meu desenho.

Costuro daqui,
Remendo de lá.
E logo vai surgir,
O que vai me abrigar.

E o que era um poema de cantos,
Vira uma ode a poesia.
Não fica jogado num canto,
Vira conto de fantasia.

E esta colcha de linhas,
Vira singelo poema.
Não é sua nem é minha,
É somente nossa algema.

Um comentário:

brisonmattos disse...

nessa colcha me deitei
também me rasguei em poesia
por vc insisti , tentei
não quero mais essa fantasia.