sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Passarinho





Até o silencio restar,
Voarei como passarinho.
Botando as asas parar voar,
Saindo sempre do ninho.

Voarei sobre casas,
Olhando os seus telhados.
Afinal quem tem asas,
Não podem ficar plantado.

Deixarei o sorriso escorrer,
Pelo canto doce da boca.
Com saudade a recorrer,
Como forma quase louca.

Com os olhos bem fechados,
Vou na direção do sol.
O corpo todo invado,
Com roupa de rouxinol.

No peito bate ligeiro,
Um coração sonhador.
Sou dono, como posseiro,
De uma menina em flor.

Ela de azul se veste,
Para me ver passar.
Acena como se estivesse,
Comigo neste voo a voar,

Do alto tudo vejo,
Sem nada poder fazer.
No vento lhe mando um beijo,
E volto a adormecer.

Um comentário:

Um Certo Vestido Azul disse...

A história desse passarinho com essa moça que se veste de azul tá ficando antiga...mas com certeza ainda é, e sempre vai ser muito linda...
Que bom que existe nesse mundo um Poeta que possa contá-la assim tão bem,