domingo, 24 de novembro de 2013

Chuva forte


Choveu esta noite,
Palavras de ternura.
E para ti foi-se,
Como chuva de candura.

Secava as gotas caídas,
Com uma seda fina.
Nas tuas mãos, menina,
Eram contos de rapina.

A cada gota secada,
Uma outra ia surgir.
Trabalhavas como escrava,
Para não ver as gotas cair.

Cada gota uma lembrança,
Que só querias apagar.
Deixar de ver a herança,
De um dia me amar.

E a chuva segue forte,
Inundando todo o tempo.
Seriam pequenos recortes,
Espalhados pelo vento.

Cesse chuva maldita,
Me deixe ao menos enxergar.
Preciso ter uma vida,
Preciso deixar de te amar.


Um comentário:

Um Certo Vestido Azul disse...

Essa chuva não cessa não Poeta do meu coração...