sexta-feira, 22 de junho de 2012

Só Minha

Uma parte de mim foi embora,
Ali, dobrando a esquina.
No coração daquela senhora,
Que eu digo que é uma menina.

Foi tão rápido que voou,
Que nem deu para recuperar.
O tanto de mim que levou,
Vai ser ruim de reagrupar.

Corri como desesperado,
Assim que me foi permitido.
Mas o mundo estava acabado,
Para seguir o objetivo.

Conviver com a ausência,
Daquilo que foi embora.
Mesmo sem a anuência,
Do que digo da boca para fora.

Minha doce senhorinha,
Que continua eterna menina.
Serás sempre a fada madrinha,
Só minha, só minha.

3 comentários:

Re disse...

Se você quisesse que esta senhora menina fosse tão sua, não a teria deixado escapar...

brisonmattos disse...

esse senhorinha...eterna menina
nunca passou pra vc de fantasia
não era realidade o que havia
ela tinha medo da sua "poesia".
Bom dia.

brisonmattos disse...

essa