domingo, 10 de junho de 2012

Os Dois

Um aventureiro,
O mundo é a sua casa.
Outro é muito caseiro,
Seu lar é sua morada.

Um não pensa demais,
Se atira de cabeça,
Mas volta logo atrás,
Antes que o coração amoleça.

Outro muito pensa,
Tem medo de errar.
Já não mais agüenta,
De tanto se arrebentar.

Mesmo assim se encontraram,
Em umas destas ruas da vida.
Assim que se olharam,
A vida ficou florida.

E foi um tal de quero te ver,
Quero logo te encontrar.
A saudade era de doer,
A vontade era de matar.

Quando se viam pegava fogo,
A paixão daqueles dois.
Eram tantas pernas em jogo,
Que faltava ar depois.

E como tudo muito intenso,
Um dia a queda é fatal.
É por coisa de momento,
Que a paixão se faz final.

Hoje não se podem ver,
Com medo do que acontecerá.
Os olhos podem reviver,
O que o corpo não recusará.

Um não morrerá,
Outro viverá para sempre.
Um no coração a morar,
Outro ocupando toda a mente.

3 comentários:

Belle disse...

Que lindo!

Renata disse...

Ainda bem que alguém se lembrou de escrever a história desses dois...seria uma pena que ela se perdesse no tempo!

Anônimo disse...

E como tudo muito intenso,
Um dia a queda é fatal.
É por coisa de momento,
Que a paixão se faz final.

Hoje não se podem ver,
Com medo do que acontecerá.
Os olhos podem reviver,
O que o corpo não recusará.

obs: Será mesmo!?! tenho minhas duvidas,cuidado com a paixão(carne) ela nos faz agir por mera burrice e impulso e depois que tudo passa foi apenas um momento e nada mais...Pense nisso.