domingo, 25 de março de 2012

De Madrugada

Já e tarde,
De madrugada.
A lua cheia ilumina,
uma cama abandonada.

O brilho frio do luar,
reflete em meu rosto.
Estou onde não quero estar
e onde quero estar não sou posto.

A mesma lua
que tanto nos encantou.
Agora fria e nua,
brilha no que sobrou.

Na solidão da noite,
para longe a mente viajou.
Tocada pelo açoite,
na mão de quem passou.

Lembro do tempo
em que a gente se via.
Hoje só tenho
o brilho da lua fria.

Uma lágrima caída
é o que resta da emoção.
De uma alma fugida
de posse de um coração.

No silencio da madrugada,
Uma cama, um vazio.
De uma lua imaginada,
Só eu, e o seu brilho frio.



Um comentário:

brisonmattos disse...

não tem perdão essa inconsistencia...de gente que quer mas não quer.Nossa!