terça-feira, 13 de março de 2012

Eu

Encho o peito de amor,
Quando a fantasia de poeta visto.
E dano a escrever na dor,
Do resto todo me dispo.

Na dor da separação,
Na dor do sofrimento.
Na dor da desilusão,
No dor do contentamento.

Na dor de toda paixão,
Na dor do esquecimento.
Na dor da sofreguidão,
Na dor trazida pelo vento.

Me dispo por completo,
Esperando receber.
Só um pouco de afeto,
Que acabe todo sofrer.

O ciclo é vicioso,
E nunca há de acabar.
Por mais que fuja do precipício,
Nele sempre vou parar.

De vez em quando existe uma trégua.
Vem um pouco de acalanto
E um pouco do sofrer se quebra,
Sossega um pouco o pranto.

A paz não é constante,
Quando nesta vida se vive.
Rezar para de agora em diante,
Só no amor se habite.

O tempo passa depressa
E nos faz por esquecidos.
Nada do que se despreza
Apagará o que foi vivido.

Caminhos a vida traça,
Por onde devemos andar.
Seguir no peito e na raça,
com Deus a nos guiar.

Assim me despeço,
Desejando tudo de bom.
E todo dia peço,
Que não venha a solidão.

Que se encontre só alegrias,
por onde quer que se vá.
E que toda nostalgia
Se evapore em pleno ar.

Um comentário:

brisonmattos disse...

pois eu só quero um xodóoooooooo...que acabe o meu sofrer er er....um xodó pra mim...do meu jeito assim...e alegre o meu viver er er....