segunda-feira, 5 de março de 2012

As flores

Vou meneando palavras,
De uma maneira sutil.
Queria que as lesse calada,
E que fosse um tanto gentil.

Não foi culpa minha,
Se algo não andou.
Estava numa rinha,
E você não perdoou.

Não levo mágoas,
estaria aos poucos morrendo.
As águas que são passadas,
Não regam os novos momentos.

As flores continuam lá,
Onde sempre estiveram.
Só podemos de longe olhar,
Nossos corpos nos detiveram.

Com o tempo irão morrer,
Sem ter a quem cuidá-las.
Não vão mais florescer,
E nem o vento perfumá-las.

No jardim será construído,
Um enorme totem de pedra.
Ficará sempre obstruído,
Como tudo que um dia seca.

As imagens das flores belas,
Com o tempo amarelarão.
Não eram minhas e nem eram dela,
Eram de quem as lembrarão.

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