Barco,
sem direção.
Noite,
sem luar.
Comer,
sem ter o pão,
Dormir,
sem poder sonhar.
Flor,
sem perfume a espalhar.
Dor,
Que muito teima em queimar.
Olho,
sem lágrimas para brotar.
Ferrolho,
Sem porta para fechar.
Viver,
Sem a magia eterna.
Nascer,
Onde te levam as pernas.
Escrever,
Em uma página vazia.
Crer,
No descrito na poesia.
Data Poema de Sophia de Mello Breyner Andressen
Há 16 horas
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