segunda-feira, 30 de maio de 2011

Trem da vida

Vou bordando saudades,
Nos corações alheios.
Deixando criatividades,
E talvez algum anseio.

Nem sei para o que vim,
Neste mundo tão perdido.
Só queria ser querubim
E não, mais um maldito.

Modelando tristezas,
Plantando agonias.
Vou colhendo friezas,
Ao final de todo dia.

Que mal te fiz!
Para me deixar esta herança.
Só queria ser aprendiz,
E na vida ser criança.

Mas tenho no peito impresso,
Marcada com fogo ardente.
Desta, não há regresso,
Está na hora do poente.

Entrego-me sem luta,
Pois ela de nada adiantará.
A saudade absoluta,
Irá querer me abraçar.

Deito-me em leito de paz,
Esperando o trem da vida.
Já não sou mais capaz,
Agora não há medida.

Ao longe ouço o apito,
Após a curva, a chegar.
O destino já foi escolhido
Só resta neste trem embarcar.

Me assento na janela,
Com a paisagem a passar.
Ao longe fica a donzela,
Que tanto se fez encantar.

Aguardo chegar,
Uma nova estação.
Para poder desembarcar,
E conseguir absolvição.

Um comentário:

Rafaela Andrade disse...

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Rafaela