terça-feira, 17 de maio de 2011

Implacável

Me olho no espelho
E vejo a pele enrugada
O tempo é um ceifeiro
Que age na madrugada.

Ontem não estava assim,
Era pura disposição.
Vivia um folhetim,
Cada hora nova emoção.

Bastou uma noite de sono
Para tudo cair ao chão.
Mas como?
Acabou a ilusão.

Cabisbaixo sigo,
Sem nada a notar.
Encontrei um inimigo,
Que tentará me derrotar.

Nada vejo,
Além do próximo passo.
Torço por um lampejo
Mesmo que seja escasso.

Enquanto alegres segue,
Saltitando pela vida.
Me deixo entregue,
A mais esta ferida.

Mas uma noite se anuncia,
Trazendo toda solidão.
De uma cama vazia
E a falta de calor no colchão.

Um comentário:

brisonmattos disse...

Essa última estrofe é tb sentida e ferida no meu coração.
Mas de que adianta pensar nisso, não é? O dia seguinte está sempre disposto a nos mostrar que a vida é mais que isso...E por isso alegre-se.
Você está sendo filmada. rs
Beijinhu