terça-feira, 22 de junho de 2010

No Campo

A tardinha
se finda,
já escurece.
A noite
é vinda.

Ave-Maria
é entoada.
Rezam pela gente,
e pela jornada
acabada.

Retorna a sua casa
o campeiro,
Com o rubro do sol se pondo,
Sob a luz do candeeiro
a quase tudo alumiando.

Pita de palha um cigarro
Jogando a fumaça
no ar.
Pensando em todo trabalho
Que ainda
irá enfrentar.

Com os grilos e sapos cantando
Seus olhos vão
se entregar.
O sono já vem chegando.
Já é hora
de deitar.

Vida simples do campo.
A que não
se dá valor.
Honroso é seu encanto
De quem não reclama
da dor.

Só lamenta a falta de água,
Bem que podia
Aqui chover.
Mas se Deus assim quis
Quem sou eu
prá entender.

Tiro o chapéu prá agradecer.
O pouco que tenho
na vida.
Agradeço a terra, a família.
Agradeço a saúde
recebida.

3 comentários:

Luciana P. disse...

Oi, older, andei sumida, mas nada que não tenha passado.... você sabe, a vida é cheia de percalços, idas e vindas, altos e baixos e é preciso se equilibrar nesse barco.
Voltei com a pilha renovada e espero que de vez.
Beijos pra ti!

Sonhadora disse...

Meu querido
Que beleza de versos, muito ternos e lindos.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Wanderley Elian Lima disse...

Os simples , sempre agradecem por aquilo que têm, os prepotentes nunca estão satisfeitos.
Um abraço