domingo, 27 de junho de 2010

A Falta Tua

Quero morrer
no seu mais doce veneno.
Não agüento mais esta solidão.
A falta que deixaste aqui,
Para eu guardar,
está crescendo demais.
Não consigo mais controlá-la.
Ela está desobediente.
Por mais que lhe diga:
“- Calma, fique quieta, ela já vem.”
Ela não sossega,
Arranha a mim
com sua garras cada vez
mais afiadas.
Machuca, sangra, dói,
E não há nada que possa fazer.
Não tenho mais forças.
Estou me entregando cada vez mais
ao sangramento.
As chagas nem tem mais tempo
de parar de sangrar,
que dirá de cicatrizar.
Se soubesse que isto
iria ficar desta forma
não guardaria a falta tua.
A deixaria num canto qualquer,
Solta, para que ela pudesse perturbar
quem ela quisesse,
e me deixasse um pouco de paz.
Ou você volta,
Ou esta falta tua irá me matar.

4 comentários:

Ela disse...

Vamo gente parar logo com isso!!!

Olha o dia, olha o sol...

Ninguem merece ficar desse jeito

Para logo, anda!

Tem ninguem que vale essa melancolia toda nao!

Endim Mawess disse...

calma que ela voltará e curará essa chaga de dor com muito amor. viajei nas linhas, sinal que gostei.

Wanderley Elian Lima disse...

Olá amigo
As vezes a saudade é tanta que realmente pensamos que vamos morrer.
Abração

Cris disse...

Hmmmmmmmmmm, acho que esse poema grita a ausência e mostra o estrago que ela faz. Acho não, certeza!
Uma vez me disseram: se há saudade é porque não há ausência. Alguém já está em você.

Que a saudade se aquiete um pouco e seja companheira.

Um beijo e uma semana linda