domingo, 13 de junho de 2010

Mudanças

Um poeta gritou uma vez:
“- Meu coração está doendo!”
E daí ?, disse o passante,
O meu está batendo.

Sem tempo para ver
O que o poeta queria dizer,
Foi-se o passante andando,
E ficou o poeta chorando.

Nem o poeta, e nem o passante,
Estavam de todo errado.
Cada um com seu semblante,
Cada qual com seu caminho traçado.

Pensou o poeta,
Que ser insensível das coisas do amor.
Pensou o passante,
Que tolo sonhador.

O poeta se pôs a pensar
Naquilo que falou o passante
E resolveu não mais tanto se entregar
De agora em diante.

O passante no seu intento
Também ficou a matutar
E achou que já era tempo
De para o amor olhar.

Assim como de um sobressalto
Limparam com pigarro a garganta
E ambos gritaram bem alto
“Chega! Agora é tempo de mudança...”

2 comentários:

Vivian disse...

...sempre haverá tempo para
mudanças,
e que elas sejam definitivamente
para melhor!

bj, poeta!

Ava disse...

Older, sabe que as vezes precisamos mesmo raspar a garganta, respirar bem fundo e dar um "BASTA".

As vezes precisamos nos libertar... Só não sei como...rs


Beijos e carinhos meus!