Perdido em melancolia,
Vagueio sem fim.
Seja noite ou seja dia,
Ando sem uma parte de mim.
A necessária solidão,
Habita meu mundo próprio.
Não existe mais razão,
Que me tire deste ócio.
Percorro interiores,
Em busca de teu ser.
Só encontro estertores,
Deste seu desaparecer.
O encontro da verdade,
Me leva ao pó.
E a esta agressividade,
Me derruba sem dó.
Desiludido,
Sem ter em que acreditar.
Cometo suicídio,
Com o que queria guardar.
Condenado a noites frias,
No silencio sou envolvido.
Deitado em agonias,
Fecho o peito ferido.
A restrição de sonhos,
Faz parte do viver.
Por mais que pareça medonho,
Isto vai acontecer.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há 19 horas
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