Murcham as palavras,
Seca a fonte.
Escorrem feito águas.
Por todo horizonte.
O silêncio quebram,
Com um grito agoniado.
Como vêem se vão,
Deixando o mundo calado.
Em toda parte,
Só existe o branco.
Que sem alarde,
Te empurra no tranco.
Um céu azul de dor,
Impulsiona para frente.
Não existe mais ardor,
Somente a dor corrente.
No mesmo velho chão de sempre,
Os pés pisam sem temor.
O corpo vive do que mente,
Os olhos não vêem o pavor.
Segue,
Abre sua asa.
Negue,
E talvez tudo passa.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há um dia
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