terça-feira, 9 de novembro de 2010

Poema marginal

Este poema é marginal.
Não obedece a nada.
Igual a ele não tem igual,
Não foi feito para fada.

Ele deforma.
Ele desarmoniza.
Ele só transforma,
Quem da à vida como perdida.

É um poema de revoltas,
algumas revoltas em poema.
A vida e todas as suas voltas,
sem teoria, sem teorema.

Ele é moleque.
Ele é traiçoeiro.
Ele não tem salamaleque,
É poema de puteiro.

Ela fala do normal.
Do dia a dia da gente.
De problemas a dar com pau,
Que esmaga de repente.

É um poema vazio,
Sem conteúdo a mostrar.
Feito por um coração vadio,
Que só pensa em se acabar.

Um poema marginal,
Que sai assim, do nada.
Um poema desigual,
Que na face dá um tapa.

Um poeta embriagado,
Querendo muito ainda dizer.
Tem os pensamentos embotados,
E um corpo a apodrecer.

Se atira ao chão,
Deixa o corpo cair.
Ali não tem senão.
Aqui tudo pode ruir.

Pobre coitado,
Que na bebida busca uma fuga.
Mal sabe ele,
Que desta sanha não tem cura.

Um comentário:

brisonmattos disse...

É um poema de extremos...e como tal exagera nos exageros...mas óh...adorei as riminhas. rs Bom dia