quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fostes

Fostes como rosa de sal,
Como flecha que arde.
Fostes como roupa no varal,
Quando o vento bate.

Fostes como sonho bonito,
Que não se quer acordar.
Fostes como pássaro faminto
Que muito quer se alimentar.

Fostes a casa perdida no monte,
No meio da verde floresta.
Fostes o sol nascendo no horizonte
Que ilumina através da fresta.

Fostes mais, muito mais
Que se pode imaginar.
Fostes parte de meu corpo
Que não quer se desgrudar.

Fostes vida,
Fostes morte.
Fostes partida
Fostes na sorte.

Assim como vieste, tu foste,
Deixando para trás um tanto de magia.
Um homem perdido no espaço
Sem tua doce companhia.

2 comentários:

Cris disse...

Perdas.... Seria perda?

Dizem que tudo que foi bom, VERDADEIRAMENTE bom, nunca se perde!

acredito nisso, ainda que pareça comodismo, mas não é. Apenas uma forma de guardar o que vivemos e que não pode ser para sempre.

beijão

(to esperando vc no meu blog, viu??....rs)

Cris disse...

Older, obrigada pelo carinho e pela "visita"...bom ter amigos por perto.
Olha, se quiser falar, se quiser escrever...estou aqui!
Seja lá o que for, vai passar! A vida é luta e estamos aprendendo a ser guerreiros do Bom Combate.
outro beijo!