Uma canção,
Um aperto no coração.
Um frio na mão,
e um lágrima no chão.
Um momento.
Um tormento.
Um lamento,
e lá se vai mais um alento.
Uma pena,
Pequena,
Palavras as dezenas,
Fazem então uma grande cena.
Um grito abafado,
a razão a calar.
Uma vida se vai,
Deixou de brilhar.
Num canto incerto,
No meio do escuro.
Se faz um deserto,
Se faz obscuro.
Total desafino,
Coisa de menino.
Anda no desatino
em solo superfino.
Vive na adolescência.
Vive no vazio.
Vive de demência.
Vive no extravio.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há 19 horas
Passando pra te ler
ResponderExcluire desejar
uma linda semana.
Lindos versos.
Bjins
entre sonhos e delírios
Tudo tão intenso! Adorei seu texto! Bjocas.
ResponderExcluirAdorei o ritmo do poema, forte e sequente. Parabéns.
ResponderExcluirUm abraço
Oi, Older,
ResponderExcluirvim xeretar seu blog, rsrs.
A gente tem mesmo a mania de viver
de demência e desatino,
isso é inerente ao ser humano,
nascemos com a peça que regula a
razão partida ao meio,
uns poucos conseguem colar,
outros só encostam as extremidades,
qualquer movimento brusco rompe de novo, rs.
Bitokitas de luz e sucesso procê.