quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ama-me

Ama-me...

doida criatura.

Ama-me ....

de perdida ternura.

Ama-me

como nunca amaste ninguém.

Ama-me

com fervor e não com desdém.

Ama-me

Estonteante.

Ama-me

de maneira vibrante.

Ama-me

na cama.

Ama-me

no chão.

Ama-me

sobre lençol macio.

Ama-me

só sobre o colchão.

Ama-me

de pé.

Ama-me

Deitada.

Ama-me

com fé.

Ama-me

Enfeitada.

Ama-me

com o olhar.

Ama-me

em se calar.

Ama-me

até eu morrer.

Ama-me

até me esgotar.

Ama-me

de uma maneira simples.

Ama-me

de uma forma infinita.

Ama-me

de modo sublime.

Ama-me

De uma forma mais bonita.

4 comentários:

Valter Montani disse...

beijos e bom dia!

Se amar-te foi um pecado,
então já estou sentenciado.
Meu corpo já não me pertence,
minha mente foi subjugada,
pertinaz, só tenciona ter-te.
Espero de Deus, apenas piedade
quando penitente eu morrer de amor
tenha da minha dor, compaixão
e absolva o espírito deste homem
que em desatino para ti entregou:
o corpo, a alma e o coração!

Valter Montani

Belle disse...

Quem se atrever a amar está antevendo a recompensa (se é que o amor se apraz com recompensas) diante dessa infinita sede de ser amado. Lindo! Que lhe retorne flores, luz e muito amor.

Cris disse...

Qualquer que seja a forma de amor, não existe meio amor, amor mais ou menos. Amor é palavra inteira que não se pode fracionar.
Assim como a verdade!

Seu poema é inteiro.

beijos

Ava disse...

E quem não quer um amor assim...
E quem não quer ser amado assim...

Lindo poema!


Beijos!