quinta-feira, 6 de maio de 2010

Coração

Coração,
este órgão sem juízo
que nos conduz,
das nuvens, ao perigo,
do inferno, ao paraíso.

Que mexe, sacode,
Remexe e explode.
Em lágrimas e risos.
Em cores e sabores,
Em amores e dissabores.

Oh, órgão danado
Que não se consegue controlar.
Tem de ser assim
tão enrolado
Das coisas de ti livrar.

Tem de sofrer.
Tem de chorar.
Tem que ser
um preço tão alto
Disso tudo a se pagar.

Coração,
órgão menino,
Sem medir as consequecências,
e nas suas transparências,
Vai nos levando sem parar.

Nos jogando na roda-viva,
Que é nossa vida,
Brincando com os sentidos
e com tudo mais a brincar.
Nos deixando mais perdidos
Do que poderíamos estar.

Coração,
coração,
Faz assim comigo não.
Não me deixe estendido,
Caído neste chão.

Levanta-me,
Não me deixe aqui.
Leva-me contigo a passear.
Me mostra outros caminhos
que eu ainda terei de trilhar.

Mostra-me a luz.
Mostra-me a paz.
Mostra-me ela,
Que tanto seduz.
Leve-me a ela,
Que tanto satisfaz.

2 comentários:

Fernanda Magalhães disse...

Cuidado com o que vc pede ao seu coração, eles sempre obedece.

:)

Majoli disse...

Ando fazendo alguns pedidos ao meu coração também, mas como eu disse uma determinada vez, meu coração parece surdo.

Mas tua poesia ficou linda.

Beijos.