terça-feira, 25 de maio de 2010

Palavras

É bom
quando palavras pegamos,
as mesmas, as costumais,
as que sempre usamos,
e uma remexida se faz.

Uma amostra nova
de todo o velho, uma nova imagem.
Tentando dar-lhes uma prova,
uma nova roupagem.

Amor, fervor,
e muito calor.

Rompante, instante,
Minha linda amante.

Calada, amada,
Por fim encontrada.

Carinho, beijinho,
Tudo bem devagarzinho.

Mar, ar,
Me ponho a sonhar.

Cruel, fel,
Tão distante do mel.

Sozinho, benzinho,
Vem pro no ninho.

Deleite, se ajeite,
Não me deixe.

Ciúme, desconfiança,
De uma criança, insegurança.

Respeito, trejeito,
Tem coisa que não te jeito.

Magia, fantasia,
você disse que nunca ia.

Coração, paixão,
Porquê tanta afeição?

E alguma chateação.

2 comentários:

Luciana P. disse...

Sentimentos, sensações, emoções do dia a dia, tudo pode ser traduzido em versos. E foi isso que deu pra perceber nos versos de hoje. O cotidiano em rima.
Muito bom! Beijos e úm ótimo dia.

Ava disse...

Older, um poeta sempre saberá pegar as palavras e delas fazer belos versos, dand-lhes sempre novo sentido...
Estando sempre a reinventar uma forma de falar as mesmas coisas de forma diferente...


Beijos e carinhos meus!