sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Solidão

Solidão,
madrasta debochada,
que zomba de mim,
invisível,
com todas as suas agulhas
a espetar a alma.
Por que não vai dar uma volta?
Descubra outros caminhos.
Olha, tem tanta gente por aí.
Por quê cismas só comigo?
Dá um tempo !
Quero ouvir a canção
e não ter você comigo,
como companhia grudada.
Quero olhar a foto,
da pessoa amada,
e não ter de molhá-la.
Quero não reclamar
mais de você.
Me deixe um pouco em paz.
Tá bom, quer ficar?
Gostou de mim?
Fique.
Mas fique quieta,
não se agite tanto
como criança levada.
Sente num canto
e fique calada,
só um pouco.

5 comentários:

Tatinha disse...

A solidão tem uma prima malvada que se chama depressão. Quando a bandida chega, pergunto logo : - Nem venha acompanhada que hoje eu te quero sozinha.
Fica sempre mais fácil mandá-la embora.
Um cheiro amigo Oder!

Jou Jou Balangandã disse...

Solidão só sente quem não sabe ficar bem consigo mesmo.
Lindissimo o poema!

Eliana Pessoa disse...

SOLIDÃO É UM ESTADO DE ESPIRITO! BOM FDS DE PAZ E LUZ!

Wanderley Elian Lima disse...

Será que é a solidação que tem que nos abandonar, ou nós que temos que abandoná-la? Ela não é uma conpanhia agradável
Abração

Luciana P. disse...

Solidão é fogo! É triste, malvada, inquieta, e todo o resto que você colocou tão bem em versos...
A vantagem é que é um sentimento teporário, daqui a pouco o vento vira e ela some de novo...

Beijos, Older, linda poesia!