sábado, 19 de dezembro de 2009

Palhaços

Que palhaço sou,
que ri do aço
que lhe fere as costas.
Que personagem sou,
talhado no gelo
mais impuro.
De que sou feito?
Sou feito de panos rotos,
sujos, encardidos
das imundícies do mundo.
Sou humano.
Que ri da desgraça alheia,
mas que não vê o tamanho
da sua própria desgraça.
Que zomba das escaras
que lhe brotam constantemente.
Não tenho mais sangue.
Meu sangue agora é fel.
Meu sofrer não tem tamanho,
deixei de medir.
Deixe que ele cresça
até não se agüentar mais,
e caia,
em uma queda mortal,
sobre tudo e sobre todos.
E todos seremos palhaços,
feridos de morte,
na vida.

Um comentário:

Eliana Pessoa disse...

EU TORÇO PARA QUE VC REALMENTE Ñ SE SINTA DESSA FORMA COMO ESTÁ NO POEMA ,PORQUE SE ASSIM FOR ACHO QUE VC É UM HOMEM TRISTE! AINDA VOU LER UM POEMA BEM LINDO E ALEGRE ESCRITO POR VC! CERTO????????
BEIJOS BOM FDS!