quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Vento

Meu amigo vento,
amigo querido,
que me bate toda manhã
no rosto
para lembrar-me
de que estou vivo.
Que me escuta,
e fofoqueiro que é,
leva as minhas palavras
aos quatro cantos.
Este vento, querido,
que pela fresta da janela
lamenta comigo minhas dores,
lamenta comigo meus lamentos,
uiva, como uivos de lobos na noite,
solitários, eu e o vento.
O vento amigo,
que me refresca a sombra,
de uma tarde de verão
é o mesmo que me joga areia nos olhos
para que nada possa ver mais.
Vento amigo, vento querido,
Enfune minha velas,
Faça meu barco de novo navegar
pelos mares bravios do destino.
Descobrindo novas terras,
Com novos sabores,
Com novos amores.

3 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Tenho certeza que o vento levará seu barco para um porto seguro.
Abração

Tatinha disse...

Ah... vento!! Traz de volta aquilo que necessito...
Um cheiro amigo e o desejo de que os ventos faça voltar novos sabores para você!

Eliana Pessoa disse...

O VENTO SEMPRE TRAZ COISAS BOAS, DEPENDE DE COMO ELE NOS ENCONTRA!