quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Restos do passado


Vai andando pela rua,
Um corpo sem alma.
Distante como lua,
Num mundo sem calma.

Arrastando destroços,
Catando os restos.
Nem sei como posso,
Para nada mais  presto.

As mãos estendidas,
pedindo clemência.
Cabeça envolvida,
Em pura demência.

Em sonhos perdidos,
Se foi  o poeta.
No combate vencido,
A razão é o que resta.

Memórias paradas,
Congeladas no tempo.
Palavras castradas,
Um pouco me lembro.

Silencio profundo,
Agora se faz.
O mundo fecundo,
Ficou para trás.

Restos do passado,
Que vivem na mente.
Me faz enjaulado,
Como louco, demente.

3 comentários:

brisonmattos disse...

sabe o que eu vou dizer? NADA

brisonmattos disse...

Às vezes NADA também é resposta pra tanta bobagem.

brisonmattos disse...

Eu quero mais é viver sem gente do meu lado que um dia tá bom, no outro tá ruim.Eu hein!