segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nada mais será igual





Me apaixonei pela derrota,
E mesmo assim ignorei.
Mas isto não mais importa,
Agora só eu é que sei.

Era como abrir uma porta,
Para um mundo diferente.
Deixar uma vida  torta,
Ser outro, no corpo, na mente.

Era um mundo desejado,
Como sempre eu sonhei.
Mesmo que ele fosse errado,
Nele me imaginei.

Um caminho pela frente,
Sem paredes a me cercar.
Não seria sol poente,
Que iria me afastar.

Neste mundo eu vivi,
Por um tempo prematuro.
Nem deu para me despedir,
Nem dizer, “- Eu volto, juro.”

Nesta cama os sonhos deixo,
e me visto da vida real.
Deixa prá lá se eu me queixo,
nada mais vai ser igual.

Um comentário:

brisonmattos disse...

Eu sei também.
Quem nasce para a derrota, derrotado está e continuará.
Não há poesia que modifique isso.