quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Anoiteceu

Anoitece,
e vejo surgirem as estrelas,
no mar.
Vago,
pela praia de asfalto,
dura e negra,
como minha alma
está agora.
O destino é ingrato
e não me mostra o caminho.
Só me mostra
um passo
de cada vez.
Não vejo nada mais
além disso,
não vejo o futuro.
Tateando,
Tento me livrar das teias,
Das tramas da vida,
que em mim
se enroscaram.
Sou simplesmente um passageiro
neste trem da vida.
Levado pelo condutor
para onde Ele assim desejar.
Antes olhava para o sempre,
Achava que nunca chegaria
o nunca mais,
mas a traiçoeira eternidade
se foi.
Agora tanto faz,
O que vier eu cato,
Como se fosse tesouro
Escondido na areia.
As palavras minhas,
Deixo no vento,
Para pousarem
Onde houver terra
mais fértil ,
por que esta aqui secou,
está árida de emoções
e felicidades.
Nem a chuva que provoco,
quase que constantemente,
a irriga mais.


2 comentários:

mARa disse...

Amigo, há momentos assim, e assim vamos...

beijo!

Cris disse...

Será que o melhor mesmo não é nos deixar levar?
A eternidade é um fato e a vida nos conduz à ela. Que os lemes se percam e o vento seja nosso norte....rs

Um beijo grande!