terça-feira, 17 de novembro de 2009

Perdidos

Amamos o que temos,
e o que também não temos,
e quando isto o fazemos
somos barco perdidos...sem remos.

Uma mão procura a outra,
e não nos demos,
buscamos palavras perdidas,
que não as lemos.

Os beijos, de mel, potes cheios são,
que sempre pensei em provar
e nesta doçura nos daremos
como se fossemos um só par.

E este barco, sem remos,
na sorte da maré ficará,
rumando ao rumo do vento
para onde o quiser levar.

Sei que és bela
e o desejo permanece.
Serás sempre uma janela
onde meu amor não desvanece.

Quem sabe um dia
possa a ti encontrar
e neste sonho ficaria
até a morte chegar.

4 comentários:

Tatinha disse...

Amamos o que temos e às vezes insistimos em amar o que não podemos ter.
Beijos menino e um dia cheio de sol e alegrias.

♥ ♥ Eu disse...

Q vc enocntre seu grande amor...

um imenso beijo no coração!

Simplesmente Outono disse...

Relativamente, o todo e o tudo...
É fato de que não há nada de bom para ser lembrado e/ou guardado no que foi supostamente vivido em sua plenitude.
Todavia, fica arduamente estabelecido que:
Esta briga do esquecer completamente não cessa nunca.
Este incômodo nato e cansativo é tão inquietante quanto à peleja.
É notório o quão foi efêmera esta cumplicidade.
Quanto ao título? Certamente uma totalidade que nunca existiu.
Moral dessa história: É um não querer lembrar sabendo quase que aos gritos que jamais será esquecido.
Texto que acabo de postar em minha estação. Te vejo por lá. Com carinho minhas folhas secas pra ti.

Majoli disse...

Outra linda poesia, tomara que você se realize encontrando a mulher amada.

Beijos.